Quero todas as sensações possíveis. Quero o palpável, o imaginável, o arrepiante. Quero movimento, muito movimento, luzes, cores, música.
Uma dose, outra e mais outra. Sal, limão, calor que desce pela garganta, calor que me deixa alerta.
Eu quero mais, o hedonismo sagrado, o nirvana, o tal do sentido (?) da vida.
Eu quero sempre mais. De ti, de mim.
My playlist
sábado, 30 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Café,livros e preguiça.
Sorriso infantil, bochechas coradas. Sentada numa mesa, olhava feliz à sua volta - apenas três rostos conhecidos, mas sentia-se em casa. Do copo fumegante à sua frente, subia um vapor aromático convidativo. Bebeu um gole do delicioso Mocaccino expresso. Café, canela e chocolate. E mais café.
Outro dia. Das sacolas que carregava, sentia um orgulho bobo da que tinha seus livros.
- Carteirinha da Ordem?
-Não,ainda não.
-Estuda na Estácio?
-NÃÃÃO! Estudo na U-NI-RIO. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
-Desculpe, não temos descontos.
Tudo bem, só de pronunciar o nome da minha faculdade e ter meus livros de Introdução ao Direito, eu fico feliz.
E agora, com a preguiça que esse frio me traz, vou tomar um café. E folhear meus livros.
"Café preto que nem a preta velha/Café gostoso/Café bom" - Drummond
"O Direito comporta cinco realidades diferentes:
Porque eu preciso de muito pouco pra ser feliz
Outro dia. Das sacolas que carregava, sentia um orgulho bobo da que tinha seus livros.
- Carteirinha da Ordem?
-Não,ainda não.
-Estuda na Estácio?
-NÃÃÃO! Estudo na U-NI-RIO. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
-Desculpe, não temos descontos.
Tudo bem, só de pronunciar o nome da minha faculdade e ter meus livros de Introdução ao Direito, eu fico feliz.
E agora, com a preguiça que esse frio me traz, vou tomar um café. E folhear meus livros.
"Café preto que nem a preta velha/Café gostoso/Café bom" - Drummond
"O Direito comporta cinco realidades diferentes:
Norma: a regra social obrigatória.
Faculdade: a prerrogativa que o Estado tem de criar leis.
Justo: o que é devido por justiça.
Ciência: a sistematização teórica e racional do Direito.
Porque eu preciso de muito pouco pra ser feliz
domingo, 10 de maio de 2009
Séduire
E depois de algum tempo, eu me sinto bonita de novo. Bonita e interessante e desejada. Obviamente, meu facilmente inflável ego está nas alturas - seu estado normal. Eu sorrio e recebo sorrisos de volta, e cantadas, e... ahhh! Sim, os conectivos marcam bem a sucessão/soma de sensações.
Enquanto eu descubro as maravilhas da solteirice, agora pronta para aproveitá-las, vou me descubrindo. Faço planos e me dedico aos amigos - quem diria que eu consigo ser relativamente bastante auto-suficiente?
E me divirto ao aprender a arte de séduire : porque o francês, sussurrado, é absolutamente tão... !
Enquanto eu descubro as maravilhas da solteirice, agora pronta para aproveitá-las, vou me descubrindo. Faço planos e me dedico aos amigos - quem diria que eu consigo ser relativamente bastante auto-suficiente?
E me divirto ao aprender a arte de séduire : porque o francês, sussurrado, é absolutamente tão... !
sábado, 9 de maio de 2009
Pra tirar a poeira...
Essa semana eu percebi que a felicidade depende muito mais de você do que qualquer outra coisa. Percebi também que uma vez acostumada ao riso, as crises de abstinência do mesmo são insuportáveis - e seu uso prolongado, além de promover rejuvenescimento facial (não que eu precise), não tem contra indicações, ao contrário : todos agradecem.
Por se olhar no espelho, por cantar/gritar uma música, por assistir a uma boa aula (por que não?), por experimentar coisas boas, por estar com os amigos, por poder viver - tantos os motivos!
E quando se sorri, o mundo sorri com você. E você fica mais bonita, mais interessante - e percebe que não é preciso nada de extraordinário ou folhetinesco, está à sua escolha. É só aceitar a marca suja da vida; "me cobrir de humanidade me fascina e me aproxima do céu" - ainda que particularmente, eu prefira o inferno dantesco. ;)
Por se olhar no espelho, por cantar/gritar uma música, por assistir a uma boa aula (por que não?), por experimentar coisas boas, por estar com os amigos, por poder viver - tantos os motivos!
E quando se sorri, o mundo sorri com você. E você fica mais bonita, mais interessante - e percebe que não é preciso nada de extraordinário ou folhetinesco, está à sua escolha. É só aceitar a marca suja da vida; "me cobrir de humanidade me fascina e me aproxima do céu" - ainda que particularmente, eu prefira o inferno dantesco. ;)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Fure o dedo,faz um pacto comigo?
"a vida inteira eu quis um verso simples
para transformar o que digo
rimas facéis, calafrios"
Nunca foi fácil, não é mesmo? Apesar da proximidade, nossas naturezas tão distintas fazem o atrito, inevitável. Mas é no atrito que surge a centelha, e nela, o sentimento. Eu não ficaria tão irritada se não ligasse - mas admitir nem sempre é fácil.
Temos fases, e mudamos, também. "Sê como o rio que flui" , diz alguém que já não me recordo. A referência confusa, perdida entre tantas outras, se destaca na profusão de maneiras pelas quais eu poderia te dizer. A prolixidade é apenas ilusória - you know what I mean, darling.
Aaahh, ser sua irmã pode nem sempre ser fácil, mas eu juro (deixando qualquer implicância de lado) que eu não te trocaria por nada nesse mundo. Eu te amo.
para transformar o que digo
rimas facéis, calafrios"
Nunca foi fácil, não é mesmo? Apesar da proximidade, nossas naturezas tão distintas fazem o atrito, inevitável. Mas é no atrito que surge a centelha, e nela, o sentimento. Eu não ficaria tão irritada se não ligasse - mas admitir nem sempre é fácil.
Temos fases, e mudamos, também. "Sê como o rio que flui" , diz alguém que já não me recordo. A referência confusa, perdida entre tantas outras, se destaca na profusão de maneiras pelas quais eu poderia te dizer. A prolixidade é apenas ilusória - you know what I mean, darling.
Aaahh, ser sua irmã pode nem sempre ser fácil, mas eu juro (deixando qualquer implicância de lado) que eu não te trocaria por nada nesse mundo. Eu te amo.
domingo, 26 de abril de 2009
Filosofia (de boteco).
Somos naturalmente egoístas. A 1a pessoa é o eu, sujeito mais simples e usual. Se temos um nós, é porque o eu está incluído - o ele(s) só serve mesmo pra acusar (e, consequentemente, se safar - olha o sujeito oculto aí).
Se então, o que vale é o nosso próprio interesse, devemos agir de modo a garanti-lo. Mas vivemos em sociedade e nossas ações não são isoladas, muito pelo contrário.
Se então, o que vale é o nosso próprio interesse, devemos agir de modo a garanti-lo. Mas vivemos em sociedade e nossas ações não são isoladas, muito pelo contrário.
A solução? Fazer com que os outros ajam em nosso favor. Tudo consiste em convencer os outros que a felicidade deles depende da sua.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Balões
Fosse pelo brilho contra a escuridão do céu à noite, ou pelo sorriso que arrancava das pessoas, o fato é que eu sempre fui fascinada por balões. Esse pontinhos de luz, como estrelinhas que se movem pelo céu, me deixavam pensando... de onde vieram, para onde vão, quem os percebem ou lhes são indiferentes? Perguntas quase filosóficas.
Eu também, como curiosa que sou, procurava um fio, que como as pipas, os ligassem à terra. A física trouxe a explicação - e talvez um certo desencanto - mas deixou uma constatação um tanto poética : eles eram livres para vagar, até que o fogo que os consumiam, se acabasse. Talvez nós também sejamos um pouco assim (cabe esclarecer que "fogo" não necessariamente assume uma conotação sexual, particularmente, o meu seria a já referida curiosidade, que me possibilita uma liberdade criativa e não-corporificada, e portanto, a salvo dos outros).
Ver esses pedacinhos de papel colorido iluminando as noites frias me dá uma alegria infantil. E eu agradeço aos baloeiros por fazerem deles presentes à minha imaginação.
*PS : pra quê ser ecologicamente correta? ;)
Eu também, como curiosa que sou, procurava um fio, que como as pipas, os ligassem à terra. A física trouxe a explicação - e talvez um certo desencanto - mas deixou uma constatação um tanto poética : eles eram livres para vagar, até que o fogo que os consumiam, se acabasse. Talvez nós também sejamos um pouco assim (cabe esclarecer que "fogo" não necessariamente assume uma conotação sexual, particularmente, o meu seria a já referida curiosidade, que me possibilita uma liberdade criativa e não-corporificada, e portanto, a salvo dos outros).
Ver esses pedacinhos de papel colorido iluminando as noites frias me dá uma alegria infantil. E eu agradeço aos baloeiros por fazerem deles presentes à minha imaginação.
*PS : pra quê ser ecologicamente correta? ;)
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